Bem-vindo a Brasiloche


Ana Paula Ruschel Lenac – viajante e diretora de atendimento da Oficina das Palavras

Tem tanto brasileiro lá no Cerro Catedral, que os próprios moradores brincam que em época de alta estação a cidade vira um pequeno Brasil de quem quer esquiar ou ver neve. Bariloche é um dos pontos invernais mais “invadidos” por brasileiros já que está mais próximo ao Brasil e que é muito mais em conta do que Europa ou EUA, certo? E quem chega a Bariloche quer o que? Passar frio, minha gente! Quer ver neve, quer se deslumbrar pelos picos cobertos de branco e é claro, contar aventuras nos cerros (montanhas) de esqui? A viajante Ana Paula Ruschel Lenac esteve com o marido Igor Lenac por lá e preparou algumas indicações bem legais. Acompanhe com a gente!

O mais famoso é o Cerro Catedral. Já na base, a gente fica cheio de interjeições: Oh, Ah, Uau!!! Começando pela olhadinha nas aulas de esqui para iniciantes, e quando digo iniciantes, são crianças com três, cinco, dez ou alguns anos de idade que já manjam tão bem do esporte que é impossível não ficar com inveja. Eu não tentei nem o esqui sentada, que dirá de algo que exigisse mais equilíbrio!
Pois bem, eu e meu marido decidimos pelo passeio pelo teleférico até uma base, mas escolhemos o aberto para ter emoção. Foram umas quatro ou cinco trocas de estação. Não me lembro bem pois em dado momento minha roupa nada adequada aliada a um frio a graus abaixo de zero congelaram meu cérebro e minhas percepções.



Dica número 1: se agasalhe e se não tiver roupas, alugue-as! Sorte que pelo caminho havia cafeterias e bares, daí um bom chocolate quente nos reavivava.  O Cerro Catedral é um espetáculo! Tivemos a sorte de subir com neve. São mais de 50 estações de esqui e 2180 metros de altitude. O passeio valeu demais! Eu já havia visitado o local há anos, mas não com tanta neve. 


Dica número 2. Não se acanhe, pode ir e voltar de ônibus circular que tudo lá é bem pensado para o turismo. Só compre o cartão de circular antes pois no Cerro só fazem a recarga. Em Bariloche você diz para onde quer ir, os Kioskos (pequenas bancas) calculam quanto sai por trajeto e você carrega apenas o que vai usar! Não é demais?! Depois que vimos essa facilidade deixamos o táxi de lado! Circulamos (quase congelamos) nesse pedacinho argentino com o sotaque brasileiro.