Seis países pouco conhecidos que estão esperando turistas

A National Geographic entende de viagem e conhece cada canto deste planeta. E vem deles as dicas de países que a gente sempre fica com um pé atrás para ir conhecer. Eles estiveram por lá recentemente e nos ajudam com esta lista com dicas e orientações. Se encoraje e visite estes seis lugares que merecem ser visitados.

Armênia

Foto: Florian Neukirchen, Alamy Stock Photo

Desde o colapso da União Soviética, o pequeno país do Cáucaso tem sido frequentemente associado com o conflito. No entanto, a Armênia, hoje, é um país seguro, com uma infraestrutura turística adequada (em grande parte centrada em torno de pousadas e agroturismo no estilo homestays familiares). A Armênia foi o primeiro país do mundo a adotar o cristianismo como religião do Estado, no ano 301. As igrejas de lá não são a única atração. As colinas e vales salpicados de flores silvestres são muito acessíveis e estão cheias de templos pagãos como Garni, nos arredores de Yerevan. A maioria dos turistas acaba se concentrando em torno desta região, mas em poucas horas de carro de lá (cerca de U$ 50 com um motorista de confiança), fica a cidade de Goris, situada entre grutas e falésias. Atenção somente às fronteiras, que exigem controle intenso de visitantes.

Nicarágua

Foto: Pablo Castagnola, Anzenberger/Redux

A reputação da América Central não tem sido das melhores nos últimos anos, por conta dos índices de violência urbana. Nada muito diferente de grandes cidades brasileiras. E a dica da National Geographic é aproveitar a costa que teve investimento recente do governo em infraestrutura, incluindo uma nova auto-estrada. Tucanos vibram no meio das folhagens da Reserva Biológica de Indio Maíz, um parque colorido povoado ainda por javalis, araras, e até peixes-boi. A cozinha da Nicarágua é conhecida por sua fusão de espanhol, crioulo e as influências da América do Sul. A dica prática é ficar em hotéis reconhecidos e contratar guias lá dentro, de confiança, para garantir sua segurança nos passeios.


Nepal
Foto: Tyler Metcalfe/National Geographic

Um terremoto em 2015 alterou bastante a rotina do país. Foram cerca US$ 10 bilhões de prejuízo, metade do PIB do Nepal. Um ano depois, a situação é mais estável. E, embora várias das mais famosas estruturas turísticas de Katmandu estejam danificadas ou destruídas pelo terremoto, outras, como o templo de Pashupatinath está inteiramente intacto. Para viajantes dispostos a sacrificar um grau de conforto por um senso de aventura, o Nepal permanece à espera dos visitantes. E a economia local, cada vez mais, precisa de movimento no setor. A dica prática é: o trekking no Nepal tem sido relativamente pouco afetado pelo terremoto do país, então, viaje para aproveitar os percursos.

Irã

Foto: Sylvain Dossetto

Até bem pouco tempo atrás, visitar o Irã era algo impensável. Mas um acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irã tem feito o país do Oriente Médio mais acessível do que nunca para os viajantes (de várias nacionalidades). Na esteira do seu acordo nuclear, o Irã está divulgando uma bateria de projetos para infraestrutura destinadas a impulsionar o turismo, bem como o investimento estrangeiro com a chegada de redes hoteleiras de bandeiras mundiais ao país. Conheça Persépolis, cidade Patrimônio Mundial da Unesco. Há ainda uma forte arquitetura por todo o território, aliada a cenários ímpares. E se puder, não perca o destino mais popular para quem sai em lua-de-mel: Yazd.
Atenção. Enquanto o Irã tornou-se cada vez mais acolhedor para os viajantes de todas as origens étnicas e religiosas, o código de vestimenta esperado, especialmente para as mulheres em público, permanece o islâmico, embora um pouco menos onerosa do que o código de vestimenta tradicional em países como a Arábia Saudita. Mulheres devem cobrir o cabelo - pelo menos em parte - e usar roupas folgadas que cubram ambos os braços e pernas.

Uzbequistão

Foto: Thomas Linkel, Laif/Redux

Como muitos dos ex-soviético "stans" da Ásia Central, o Uzbequistão há muito tem sofrido de uma combinação de isolacionismo ditatorial e as ameaças terroristas intermitentes. Mas, apesar dessa imagem que ganhou, Uzbequistão é extremamente seguro para os viajantes. E para os dispostos a desviar do caminho do turismo incentivado, ele oferece não apenas extraordinária beleza natural e arquitetônica, mas alegre caos hospitaleiro. Embora a situação política no Uzbequistão não afete você, não é aconselhável envolver os moradores nas discussões sobre o homem conhecido como o "primeiro e último presidente".

Albânia

Foto: Alamy Stock


Durante décadas, a Albânia foi um dos acessíveis países menos visitados no sudeste da Europa. Era uma fortaleza virtual sob as táticas isolacionistas do ditador comunista Enver Hoxha (que passou quatro décadas de construção mais de 700 mil desnecessários bunkers defensivos em todo o país). Até que entrou em colapso no caos após a morte de Hoxha em 1985 e a queda subsequente da União Soviética. A crescente indústria turística está centrada em torno de suas preservadas cidades otomanas consideradas patrimônio da Unesco, incluindo Berat e Gjirokastra. As praias em grande parte foram transformadas em complexos de resort hipermodernos. Ao sul, há aldeias etnicamente gregas como Dhermi, Vuno e Himarë. Não se surpreenda se o seu anfitrião (caso você opte por uma pousada no estilo cama e café da manhã) insistir em levar você a um passeio de moto ao longo da costa ou desafiar você para uma competição de tomadores de bebida.