Comida de bordo!


Foi-se o tempo em que viajar de avião era glamoroso e o jantar fazia parte desta atmosfera que encantava os passageiros. Se por um lado passou a fase do requinte, por outro, possibilitou que mais e mais pessoas pudessem ter acesso a este meio de transporte.

A necessidade de baratear custos e garantir valores de passagens mais acessíveis, fez com que as companhias aéreas, de uma maneira geral, passassem a retirar as refeições de suas aeronaves. Os almoços cederam lugar a pacotinhos de biscoito e um copo d’água. Outras comidas e bebidas entram como valor à parte, que você pode adquirir com dinheiro ou cartão diretamente com os comissários de voo.

Mas, para voos de longa distância, este recurso não foi retirado. Até porque seria inviável ficar 10, 12, até 15 horas num voo sem comer. Principalmente por causa das regras internacionais de não circular com qualquer tipo de alimento entre um país e outro.


Desta forma, nas viagens internacionais, ainda é possível desfrutar deste recurso. “Viajante que sou, eu diria que a gente já consegue identificar um pouco da cultura do país a ser visitado já dentro do avião, quando servem a comida”, diz o jornalista Ricardo Ruas.

Recém-chegado da Ásia, ele comenta que as refeições são baseadas na origem do maior número de passageiros. Por exemplo, ao vir de Dubai, cuja maioria das pessoas que voa é árabe, a comida tem especiarias mais utilizadas no Oriente Médio. “Além disso, o café da manhã é outro indicativo. Se você vai para os Estados Unidos, tem pão, bacon, ovos mexidos. Cada região tem um hábito e isso reflete diretamente na comida do avião”, reforça.

Geralmente as companhias aéreas mantém dois ou três tipos de pratos, com mais ou menos características de acordo com o destino. Por isso, a dica é sempre questionar a equipe de bordo. Não gosta de pimenta? Então veja se a comida não é tão apimentada. Prefere uma massa, para evitar surpresas com o frango? Relacione tudo isso e se inteire com os comissários. Além de sentir bem, não corre o risco de deixar tudo na bandeja e chegar com fome no seu destino final.