Um lugar marcante e o desejo de retornar

 A expectativa das férias é algo maravilhoso, nada como parar alguns dias para descansar a mente e renovar as energias. Desde 2014 prometi que todo ano iria viajar para um lugar diferente. Naquele ano, meu namorado e eu fomos conhecer Santiago, no Chile, um lugar rico em cultura e belezas naturais. Confesso que comecei a promessa com o pé direito. Ficamos apenas quatro dias, o suficiente para se apaixonar e querer voltar outras vezes. Abaixo, uma listinha dos passeios que fizemos e recomendamos.





 Valle Nevado: apesar de ter visto alguns floquinhos de neve na infância na minha terra natal, Caçador (que fica no meio-oeste catarinense), o meu sonho sempre foi fazer bolas de neve e ver tudo branquinho. O Valle Nevado é um lugar maravilhoso onde pude realizar meu sonho até rachar os dedos das mãos. Chegar lá é um pouco demorado e desperta muita ansiedade, já que são quarenta curvas em uma estrada bem estreita (Sugestão: evite olhar as pirambeiras!). Depois que pisar no Valle, você vai perceber que tudo valeu a pena.  Não alugamos carro, pois a subida exige muita habilidade do motorista, que precisa colocar correntes nas rodas do veículo para conseguir passar pela pista encoberta pelo gelo em muitos trechos. Contratamos a Snow Tours. A comunicação com a agência foi feita em português e pelo WhatsApp. Antes de começar a viagem eles param em um local que aluga botas e roupas de esqui para quem pretende esquiar ou simplesmente se jogar na neve. São quatro estações de esqui: El Colorado, Farellones, La Parva e no topo, Valle Nevado. Fomos em uma terça-feira, então foi tranquilo. Dizem que aos finais de semana é muito movimentado. Uma dica: cuidado pra não cair, o gelo escorrega muito. Presenciei alguns tombos, cheguei a escorregar, mas não caí, juro! Foi um passeio seguro, muito agradável e simplesmente incrível.





City Tour: como gostamos dessa agência, no outro dia contratamos um City Tour pelo centro de Santiago e foi muito legal (tirando o frio que passei, pois além do vento, também chuviscava). A nossa guia era ótima, falava português e adorava o Brasil, pois trazia excursões para Balneário Camboriú. A nossa primeira parada foi no coração da cidade, onde fica a Plaza de Armas. O local estava em reforma, mas a Catedral Metropolitana, que fica logo à frente, estava aberta (apesar de estar em processo de restauro). Foi a igreja mais linda que vi até hoje. Como o Chile sofre com os terremotos, eles sempre precisam recomeçar e mesmo assim, conseguem preservar a história. Dali, seguimos o passeio para o Palácio de la Moneda, sede da presidência. Neste local, a troca da guarda é famosa, acontece às 10h da manhã, dia sim, dia não.  Andamos pelo centro e de lá seguimos para o Cerro Santa Lucía, um parque aberto e charmoso. Encerramos o tour com um almoço.  



Cerro San Cristóbal: para mim, o significado deste local é paz interior. Um ambiente leve, a céu aberto, com muita harmonia e serenidade. Para chegar lá você precisa pegar o funicular, é como se fosse um trenzinho (no estilo do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro), mas o de Santiago é bem mais precário. Porém, a vista vale a pena, você vê toda a cidade com as montanhas ao fundo. Lá você também consegue ficar aos pés da estátua da Virgem da Imaculada Conceição e também tem acesso a uma linda e aconchegante igrejinha de pedra. 


Pátio Bella Vista: de Cerro fomos para o Pátio Bella Vista, é pertinho, cerca de 200m. Um local cheio de restaurantes bons tanto para almoçar quanto para jantar. Você também encontra souvenirs, como artesanato, lenços e joias. Fica bem ao lado da estação de metrô Baquedano.



Concha y Toro: Para os amantes do vinho, um passeio espetacular. Do Cerro San Cristóbal, seguimos de metrô para a estação mais próxima da vinícola, a Las Mercedes. (O metrô de Santiago é praticamente igual ao de São Paulo e é bem tranquilo de se localizar). De lá, pegamos um táxi até a Concha e chegamos em menos de 10 minutos.  A visita guiada é bem interessante e tem três degustações. Além de conhecer os parreirais, a residência de verão da família Concha y Toro e o belo jardim, você também vai conhecer a história do Casillero del Diablo, uma lenda que deu nome a um dos vinhos. Como reservamos um passeio completo, com sete degustações, do fim deste tour nos dirigimos à uma salinha e degustamos mais quatro vinhos que harmonizavam com quatro tipos de queijos. Uma sommelier repassava todas as informações. Dica: vá ao mercado antes da Concha y Toro e anote os preços dos vinhos.  Pode ser que estejam mais caros na vinícola e é impossível voltar para casa sem um bom vinho na mala. 



Rua Lastarria: aqui estão os melhores restaurantes e o local é bem charmoso. Ficamos hospedados nessa região, que fica próxima à estação de metrô Universidad Católica. Dos estabelecimentos, o Bocanariz é o mais indicado pra quem quer combinar comida com vinho. Já o Quitral, é em uma pequena pracinha com quatro excelentes restaurantes com mesas externas. Jantamos neste e provamos o Pisco Sour, bebida tradicional do Chile que parece uma caipirinha. Mas atenção: é forte. Meu namorado tomou duas tacinhas (como se fosse de espumante) e não lembra como voltamos para o hotel (risos).  Ah, em uma das tardes provamos um sorvete de “Una de las 25 mejores heladerías del mundo”. Achei engraçado porque lá a casquinha vem virada, primeiro eles colocam as bolas no potinho e a casquinha por cima. O sorvete, claro, foi aprovadíssimo. 

Como ficamos poucos dias, não fomos para a região litorânea conhecer Valparaíso e Vinã del Mar. Outra região chilena famosa é o Deserto do Atacama. Mas garanto que estes locais vão ficar marcados na sua vida e você vai querer voltar e repetir o passeio! ;)