Aconchego de família


Quando cheguei a Nova Iorque, no último domingo, já logo percebi que seria muita feliz por aqui. É minha segunda passagem pela cidade, e tinha certeza que encontraria pessoas do bem, interessadas em receber estrangeiros. Já havia sentido uma empatia somente pelo que estava descrito no documento de apresentação da família em que eu ficaria hospedado por duas semanas: ela adora cozinhar, ele adora receber. A única regra da casa era mantê-los informados caso fosse chegar mais tarde. E pronto. Ao ser recepcionado pessoalmente por Candice e Adam, minha empatia só aumentou. Simpáticos, prestativos, interessados em contribuir neste período de aprendizado que estou tendo.


Estava cansado, precisando de um banho, uma soneca e, depois, dar uma circulada pela região para comprar o cartão do transporte. Como já fiz em outros intercâmbios, também gosto de chegar e fazer o percurso de casa até a escola, para ir com calma na segunda-feira. Candice preparou um sanduíche enquanto eu tomava banho, me deixou descansar e ao acordar, sugeriu que fôssemos de carro até a estação de metrô para comprar o passe. Já aproveitou para apresentar o bairro e mostrar que caminho eu faria de ônibus e trem. Depois, me disse que era melhor eu descansar bem da viagem, porque no dia seguinte ela me acompanharia até a escola.


Compromisso cumprido à risca! Levantou cedo e me acompanhou em todo o percurso, mostrando cada detalhe, orientando sobre o melhor caminho, visualizando locais importantes que servissem de pontos visuais para qualquer necessidade. E só retornou quando me deixou dentro da escola, depois de me apresentar para a equipe da ILSC. Em que outra oportunidade eu conheceria tão boa família? E se a chegada foi assim, não tem sido diferente nos outros dias. Adam prepara vitaminas diariamente quando chego, antes do jantar. Na casa, me pediram para sentir como se estivesse na minha, com acesso liberado à geladeira, por exemplo. São detalhes assim que reforçam meu desejo por manter as viagens de intercâmbio no meu dia a dia.


Ainda não fiz fotos deles, porque aqui nos Estados Unidos a questão da privacidade é importante. Vou ainda ver se topam aparecer, daí mostro para vocês.  


Dicas sobre Nova Iorque

- Minha casa fica no Brooklyn, mas mais distante de Manhattan. Eu preciso pegar um ônibus por cinco quadras até a estação de trem. E de lá, cerca de 50 minutos, com uma baldeação, até chegar ao Financial District, que é onde fica a escola.
- Nesta região onde está a escola tem muitos pontos turísticos, como a Brooklyn Bridge, o Pier 17, a Wall Street, a City Hall e vários outros.
- Somente a cidade de Nova Iorque (sem contar a região metropolitana) tem 8 milhões de habitantes.  
- Essa condução da casa da família é um importante trabalho orientado pela agência de intercâmbio. Neste meu caso, a Hi Bonjour.
- A minha casa fica em uma região formada principalmente por negros, tais quais as famílias de filmes ou séries. Não vejo a hora de encontrar com Chris, Julius, Rochelle e afins do seriado Everybody hates Chris.