A chegada


Depois de um longo período longe de casa, do que você sente mais falta? Eu senti falta de tudo o que é meu! MINHA família, MEUS amigos, MEU colchão, MEU travesseiro e por aí vai! Entre sair de Toronto e chegar a Navegantes (SC) foram 36 horas. Não fiquei apenas em aeroporto. Consegui aproveitar esse lado que seria ruim e em Nova Iorque, por exemplo, com a longa espera entre as conexões pude dar um pulinho na Times Square. Nobre! 
No sábado à tarde aterrissei em Navegantes. Estava tão ansiosa que comecei a chorar no avião. A moça ao lado me perguntou se sempre tenho tanto medo voar. Respondi, chorando, que estava era muito ansiosa, pois iria rever meu filho que não abraçava havia 20 dias.




 E pelas fotos tiradas por minha irmã Flavia (madrinha dele), Antonio (minha cria) também estava se preparando para nosso reencontro. Segundo a minha mãe, a noite anterior a minha chegada foi de muito choro por parte do meu “alemão”. Bem, quando já estava do lado do aeroporto, vi o meu filho. Lindo, sorridente, flor na mão. Ele veio correndo ao meu encontro chamando "mamãe" e me abraçou forte. Disse: "Eu tive muitas saudades e hoje vou te dar mil beijinhos." Quase tive um treco.



Depois veio a sequência de abraços: mãe, irmã, sobrinha, amigos, etc e mais etc.



Hoje escrevo daqui da unidade de Itajai da Oficina das palavras. Que dia gostoso. Rever colegas tão especiais. Pessoas que seguraram as pontas e lidaram com tudo tão certinho... Esperava retornar e encontrar mil questões a resolver. Mas que nada. Tudo calmo e sereno, tal qual o momento em que vive essa galera que conduz a Oficina das palavras.
Agora, conforme o prometido, contarei daqui do Brasil as muitas coisas que vi por lá. E logo logo teremos mais projetos, mais viagens e se tudo correr como sonhamos, nosso Passaporte Oficina estará muito carimbado.